quarta-feira, 8 de junho de 2016

Glossário da Gestão: 48 termos que você precisa conhecer

O mercado muda o tempo todo e, com isso, surgem novas linguagens, das quais, muitas vezes, é difícil de acompanhar. Mas não se preocupe, é normal que você não saiba de cabeça todas as linguagens, se você está iniciando na área de Gestão agora.
Glossário da Gestão
Pensando nisso, separamos 48 termos da Gestão que você precisa conhecer. Confira!
Absenteísmo: Falta constante ao trabalho, por parte do empregado, ou sua ausência devido a problemas de saúde.
Avaliação 180 graus: É um modelo intermediário ao 360 graus. Com ele, não há avaliação dos subordinados, mas apenas dos pares, clientes e chefe.
Avaliação 360 graus: Sistema usado para medir o desempenho, em que o funcionário não é submetido somente à avaliação do chefe imediato, mas à dos colegas de trabalho, subordinados e até de clientes da empresa.
B2B: Sigla fonética de “business to business”. É o comércio eletrônico entre empresas. Trata-se de um mercado sem a participação do consumidor.
B2C: Business to Customer, a empresa que vende diretamente para o consumidor via internet.
Benchmark: Parâmetros de excelência, exemplos de coisas boas.
Breakthrough: Trata-se de um avanço em determinada área.
Briefing: Todas as informações necessárias para realização de uma determinada ação.
CEO: Chief Executive Officer: É o cargo mais alto da empresa. É chamado também de presidente, principal executivo, diretor geral, entre outros. Quando existe um presidente e um CEO, o primeiro é mais forte.
Clima organizacional: É o ambiente interno de uma empresa. Para avaliá-lo são considerados, entre vários itens, a liderança na companhia, a motivação para o trabalho, as possibilidades de crescimento profissional, enfim, as satisfações e insatisfações dos funcionários.
CLO: Chief Learning Officer: Responsável por administrar o capital intelectual. Ele precisa reunir e gerenciar todo o conhecimento da organização.
CMM: Capacity Maturity Model, recurso para desenvolvimento de software.
Coaching: Sessões de aconselhamento feitas por um consultor de carreira que acompanha e se envolve no desenvolvimento contínuo do profissional.
Compliance: Agir de acordo com uma regra, um pedido ou um comando. Através das atividades de compliance, qualquer possível desvio em relação a política de investimento dos produtos é identificado e evitado.
Counseling: Aconselhamento de carreira. É uma espécie de terapia profissional, que discute, entre outras coisas, os objetivos pessoais e futuros, estilo gerencial do executivo, nível cultural, valores e conhecimento do mercado.
Downsizing: Redução no número de funcionários da empresa.
E-learning: Aprendizagem realizada através da Internet. Ensino ou formação a distância.
Empowerment: Este termo surgiu nos anos 80 e se refere às situações em que os chefes devem decidir um pouco menos e os subordinados um pouco mais.
Endomarketing: É uma área diretamente ligada à de comunicação interna, que alia técnicas de marketing a conceitos de recursos humanos.
Feedback: É uma conversa particular entre o líder e o liderado, com caráter de avaliação, sobre os acertos e erros do liderado.
Fine Tuning: Sintonia fina, calibragem.
Follow-up: Dar prosseguimento a uma discussão ou debate, retomando temas para atingir soluções. Também pode significar revisão das tarefas atrasadas que foram geradas após uma reunião ou auditoria.
Headcount: Número de pessoas que trabalham em determinada equipe ou empresa.
Headhunter: Caça-talentos do mundo corporativo.
Intranet: Rede de comunicação interna e exclusiva das empresas.
Intrapreneur: Empreendedor interno, pessoa que dirige uma unidade do negócio como se ela fosse uma empresa independente.
Job rotation: Rodízio de funções promovido pela empresa, para que o funcionário possa adquirir novos conhecimentos em setores diferentes e acumular experiências, sem sair da companhia em que trabalha.
Know how: Conhecimento.
Mentoring: Profissional mais velho, com experiência e habilidade de relacionamento, que acompanha e passa para o mais novo suas ideias sobre o trabalho e a carreira.
Meritocracia: Sistema de recompensa e/ou promoção fundamentado no mérito pessoal.
Nepotismo: Favorecimento de parentes próximos feito por quem tem autoridade e poder.
Networking: Construir uma boa rede de relacionamentos, geralmente em sua área de atuação.
Newsletter: Boletim de notícias.
Outsourcing: Terceirização.
Overhead: Despesas operacionais.
Outplacement: Serviço oferecido e pago pela empresa, que consiste no aconselhamento, orientação e estímulo ao profissional demitido, preparando-o técnica e psicologicamente para se recolocar no mercado de trabalho, bem como para o planejamento de sua carreira.
Paradigma: Um exemplo que serve como modelo; padrão.
Performance: Palavra inglesa que significa atuação e desempenho.
Player: Empresa que está desempenhando algum papel em algum mercado ou negociação.
Presenteísmo: Diferente do absenteísmo, quem sofre deste mal não falta ao trabalho – com cansaço excessivo, a produtividade e a motivação é que deixam de aparecer.
Reengenharia: Mudança nos processos internos de uma empresa.
Resiliência: Capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.
RH: Sigla de recursos humanos (departamento responsável pelas contratações, treinamentos, remuneração, encaminhamento de carreira e conflitos na empresa).
Skill: Habilidade.
Stakeholders: Partes ou grupos que estão diretamente interessadas na atividade da empresa: acionistas, governo, clientes, funcionários, fornecedores e sociedade.
Turnover: Rotatividade de funcionários dentro de uma empresa, medida pela média de pessoal que se mantém fixa na companhia.
Workaholic: Pessoa viciada em trabalho.
Workshop: Treinamento em grupo de acordo com a técnica dominada pelo instrutor, que visa ao aprendizado de novas práticas para o trabalho.
Gostou? Então não esqueça de compartilhar com seus amigos e deixar nos comentários outras palavras que podem agregar ao nosso glossário!

http://www.solides.com.br/glossario-da-gestao-48-termos-que-voce-precisa-conhecer/

terça-feira, 7 de junho de 2016

Sete técnicas para meditar e acalmar a mente

De olhos abertos, com música ou caminhando, uma delas é a sua cara

A lista de benefícios oferecidos pela meditação não encontra limites. A técnica milenar ajuda a disciplinar e acalmar a mente, trazendo conforto emocional e aumentando nossa capacidade de concentração. "É um exercício ótimo para nos ajudar a lidar com as nossas emoções", diz Maria José Rocha Correia, professora da Associação Palas Athena.

E se você é do tipo que nunca nem pensou em usufruir de tudo isso, apavorado só de pensar na combinação cheiro de incenso mais música instrumental, tem tudo para mudar de idéia. Existem técnicas para todos os tipos de perfil: dá para meditar de olho aberto, vendo uma imagem bonita, entoando mantras ou simplesmente em silêncio, num lugar calmo.

O tempo para sentir todas essas melhoras varia de uma pessoa a outra e tem pouca relação com a duração da prática. "O que conta é a firmeza de propósito, a disciplina e a regularidade para criar o hábito", explica Maria José. É isso mesmo. A meditação é a ginástica da mente, com a vantagem de que bastam 15 minutos diários para desencadear as mudanças na vida dos praticantes.

Há muitas técnicas que conduzem a mente à tranqüilidade. Veja as principais: 
meditar - Foto Getty Images

Corpo São

Apoios fisiológicos usados para melhorar o estado mental. É uma das mais comuns e simples de fazer. Concentre-se na respiração, nas batidas do coração ou na pulsação do corpo. Sente na chamada pose de índio (ou posição de lótus), com a coluna reta e as pernas cruzadas. Feche os olhos e focalize o fluxo de ar que entra e sai de seus pulmões. 

Essa técnica é aplicada no budismo japonês. "Se uma pessoa está ansiosa e agitada, o gesto de inspirar e expirar o ar longamente simboliza expelir o que está incomodando. É a saída do excesso de peso, propiciando um estado de serenidade", explica Maria José. A prática hinduísta do tantrismo se concentram nas pulsações e o taoísmo, baseado na filosofia chinesa, nos batimentos cardíacos. 
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Cristã e bhakti-ioga

O foco da meditação são as divindades, orações ou textos sagrados. Resgatada pelo monge beneditino inglês John Main (1926-1982), está baseada na repetição de um mantra (sons). Sente-se com as costas retas em um lugar tranquilo, duas vezes ao dia, no período da manhã e à noite. Feche os olhos e repita o mantra Maranatha, que em aramaico significa "Venha, Senhor. Venha, Senhor Jesus". 
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Transcendental

Não requer concentração ou contemplação. É baseada na repetição de um som particular só conhecido pelo iniciado. 
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Zen-Budista

Uma das técnicas dessa corrente do budismo é a meditação andando do monge Thich Nhât Hanh. Ao caminhar, conte os passos e sincronize-os com a respiração. 
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Dinâmica

Criada, especialmente para os ocidentais, pelo líder espiritual Mohan Chandra Rajneesh, o Osho. A técnica mistura elementos de várias culturas, como músicas, danças e movimentos para se conectar com o presente. 
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Raja Yoga

O foco é a reflexão. Sentados numa posição confortável e de olhos abertos, os praticantes mentalizam pontos positivos da natureza humana, como perdão, bondade, generosidade, compaixão e amor incondicional. 
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Concentração

Mantras (sons), formas geométricas ou cores são o ponto de atenção. É comum nas práticas hinduístas e budistas. Os praticantes concentram-se num desses aspectos e fazem com que pensamentos e emoções se direcionem a ele. 

        sábado, 4 de junho de 2016

        05 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente


        "Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome".
        (Mahatma Gandhi)


        Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

        Crie o ambiente para atingir as metas

        Você exige mais performance do seu time. Mas será que dá os instrumentos necessários para que ele alcance os resultados?

        Carreira ; empreendedorismo ; montar um negócio com amigos ; trabalho em equipe ; comprometimento com metas ; comprometimento com os objetivos da empresa ; funcionários comprometidos ;  (Foto: Shutterstock)

        FOTO: SHUTTERSTOCK)

        Está uma coisa de louco!" Foi assim que o diretor comercial de uma multinacional respondeu ao meu simples "É aí? tudo bem?", quando nos encontramos para um café da manhã. Com cara de quem tinha dormido pouco, ele continuou, sem interrupções, dizendo que os controles impostos pela matriz sobre a evolução das vendas passaram a ser semanais. Isso sem falar no número de relatórios adicionais que ele agora tem de enviar, descrevendo com detalhes a situação de cada negociação com os clientes. Como se isso não bastasse, contou ele, seu chefe agora quer entrevistar cada novo gerente de conta. Assim, o processo de reposiçao demora muito mais que o previsto.

        Depois que a adrenalina dele diminuiu, ficamos refletindo sobre o quanto o acúmulo de processos e os controles excessivos aumentam, de fato, a chance de uma performance superior. Será mesmo que esse é o caminho? Nossa conclusão foi justamente o oposto. Quanto mais relatório, conferences call, apresentações, reuniões e necessidade de justificar todos os detalhes com uma frequência além do bom senso, mais cai a produtividade, a motivação e – consequentemente - a chance de melhores resultados.

        A razão é que controles e processos excessivos trazem burocracia e tiram o tempo do time de vendas – o que significa limitar a quantidade de visitas aos clientes. Assim, os vendedores deixam de lado a essência do trabalho para se concentrar em tarefas periféricas. Parece pouco inteligente. 

        Fiquei pensando na lição que esse evento pode trazer a todos que lideram equipes. O momento exige, sim, mais atenção na operação. Mas como podemos cobrar mais equipe sem propiciar o ambiente e os instrumentos necessários para que ela aumente o desempenho?

        Um bom líder deve combater a burocracia, liberando o time para estar mais próximo dos clientes. Tive um chefe que negociou com a matriz o seguinte: reuniões e conferences calls só aconteceriam às quartas feiras. O resto da semana deveria ser usado para aumentar o foco no operacional, sem interrupções desnecessárias. O resultado foi uma performance muito melhor.

        Outro ponto fundamental e motivar, reconhecer e empoderar seu time. Em vez de adotar excessivos controles, confie. E estabeleça uma relação de total transparência. O papel do líder é ajudar o time a conseguir melhores resultados. O papel do time é ir atrás das oportunidades e trazer sugestões que geram mais negócios. O papel dos dois é trabalhar em conjunto para obter melhores resultados. Controles excessivos tumultuam essa relação. Se eles não estiverem atuando conforme suas expectativas, deixe isso claro. Se alguns deles não forem as pessoas certas para a fase da empresa, procure alternativas. Criar mais burocracia e controle não funciona -  ajuda pouco, destrói a motivação e a ainda dá espaço para um rol de justificativas do time para o não atingimento dos resultados.

        Perde todo mundo, inclusive você.

        sexta-feira, 3 de junho de 2016

        Como criar organizações comprometidas com o futuro


        Em futuro próximo, as empresas que não atuam de forma colaborativa vão perder grandes fatias do mercado
         
         
        Não há como negar que o modelo econômico atual, baseado em cortar, cavar e queimar, está nos seus últimos dias. A população mundial cresce exponencialmente enquanto os recursos naturais são finitos. Chegamos à “era dos limites”. Consumir menos, reutilizar sempre e compartilhar mais. Essa é a ideia central da economia colaborativa.
         
        O tema tem ganhado espaço e evidência, impactando na mudança de comportamento das pessoas em relação aos padrões de consumo.
         

        Por Jairo Martins, presidente executivo da FNQ

        Uma frase interessante do economista norte-americano Jeremy Rifkin cita que "enquanto o mercado capitalista baseia-se no interesse próprio e é guiado pelo ganho material, os bens comuns sociais são motivados por interesses colaborativos e guiados por um profundo desejo de se conectar com os outros e de compartilhar”.
         
        Um novo modelo econômico está silenciosamente se configurando. Em futuro próximo, as empresas que não atuam de forma colaborativa estão fadadas a perder grandes fatias do mercado. Somente prestar serviços ou produzir produtos não é suficiente para atender às necessidades dos consumidores. Eles buscam mais.
         
        O assunto, dentro das organizações, está se tornando tão importante que é utilizado como recurso para melhoria da produtividade. Um grande exemplo dessa prática é o projeto Cocriando, da Natura, que possui uma plataforma online de colaboração e cocriação. É um espaço onde consumidores, consultores e colaboradores podem construir, juntos, novas ideias, novos conceitos e modelos de produtos e serviços.
         
        Três pilares sustentam o modelo de economia colaborativa: pessoas, tecnologia e sustentabilidade. Por isso, empresas que atendem às necessidades das pessoas, em um ambiente de limites, por meio de serviços locados em plataformas digitais, como a Airbnb e o Uber, já são consideradas novos modelos de negócio. Porém, é importante relembrar que tais movimentos disruptivos têm sido alvo de protestos e vêm enfrentando impasses na legalização de suas operações.
         
        A era do capitalismo tradicional, caracterizado pelo consumo desmedido, pela ostentação e pelo descaso com o meio ambiente, saturou o modelo econômico atual. Voltamos à antiga era do “escambo” - porém, com respaldo da tecnologia, que nos possibilita a troca de forma muito mais abrangente, justa e consciente. Com mais pessoas compartilhando, trocando informações e experiências, estamos criando uma nova era: a economia colaborativa - cada vez mais presente no mundo contemporâneo. Afinal, todos podem viver e consumir de forma mais consciente, olhando para o bem-estar das futuras gerações.

        Pirâmide de Maslow 2016!

        Necessidades Humanas básicas


        Em um relacionamento sério com a Administração

        O Poder das Palavras

        Vídeo lindo! Palavras tem poder

        Observemos a diferença da postura e do poder das palavras: "Sou cego. Por favor, me ajude" é uma forma de se comunicar, mas "É um lindo dia e eu não posso vê-lo" é outra forma, demonstrando que as palavras têm poder, tanto para o bem quanto para o mal. Quantos aborrecimentos evitaríamos se, ao invés de apenas dizer, pensamos em como dizer. Às vezes é isso: não é o que se diz, mas como se diz.
        É assim como o mundo me parece hoje. 
        E você, o que pensa sobre o poder das palavras?

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        O anúncio

        O poeta Olavo Bilac foi abordado por um comerciante na rua:
        – Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio. Será que poderias redigir o anúncio para o jornal?
        Foto: http://www.fazendaaguasclaras.com.br/portal/hospedaria/acomodacoes/bangalo

        Olavo Bilac escreveu: 
        " Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão.
        A casa é banhada pelo SOL nascente, oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda".

        Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe: 

        VENDEU o sítio?

        – Nem penso mais nisso, - quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!

        Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco, e vamos longe atrás de miragens e falsos tesouros...

        Valorize o que você tem,
        a pessoa que está ao seu lado, 
        os amigos que estão perto de você, 
        o trabalho que você conquistou, 
        o conhecimento que adquiriu, 
        a sua saúde, 
        o sorriso... 
        enfim, tudo aquilo que nosso Deus nos dá diariamente para o nosso crescimento.

        (Autor desconhecido)
        "Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, 
        mas aquele que vai acompanhado, 
        com certeza vai mais longe."
        Clarice Lispector


        quarta-feira, 1 de junho de 2016

        Você está pronto para mudar?

        Websérie mostra o difícil caminho de quem resolveu reinventar a carreira – e a vida

        Vidas em transição - episódio 2 (Foto: Reprodução/YouTube)

        Quando ouvimos histórias de guinadas espetaculares de carreira, a primeira reação que nos ocorre é de uma saudável inveja. O sucesso alheio nos faz imaginar a maravilha que deve ser esse ímpeto de mudar, essa coragem de buscar a satisfação profissional – e por tabela, pessoal -- em outra atividade ou outro ramo de negócios. Quem, afinal, nunca sonhou em largar tudo e refazer a própria trajetória? Sobretudo quando os resultados parecem bem promissores... O problema é que as histórias de sucesso, contadas aqui e ali, geralmente se resumem ao último capítulo, o do final feliz. Pouco se fala do início da trama, das “angústias da transição”. E a chave do triunfo é justamente essa: a capacidade de resistir aos primeiros anos da pretensa vida nova. Nem todo mundo consegue passar pela fase da “arrebentação”.
        Não importa a motivação da mudança profissional. Pode ter sido demissão, uma inesperada maternidade ou o desejo irrefreável de empreender. A virada será sempre complicada. São dias, meses e, em alguns casos, anos de vulnerabilidade, de conflito interno, até que as pessoas decidam o caminho e passem a tomar as decisões necessárias para chegar lá. “Quando saía ou tomava um café com algumas pessoas, com amigos,  eu sempre ouvia relatos dessa inquietude profissional nos períodos de transição”, diz a jornalista Clara Vanali. “Por sugestão de minha irmã, resolvi transformar essas questões em um documentário”.  Nasceu assim a websérie Vidas em Transição, assinada pela produtora Às Claras Filmes, sociedade entre Clara e sua maior incentivadora, a irmã Natalie.
        Durante dois anos, as duas conversaram com centenas de pessoas até chegar -- centenas de cafés depois -- aos seis casos mais emblemáticos de transição de carreira e de vida. Detalhe: todos os personagens ocupavam uma posição confortável. Qualquer mudança parecia altamente improvável. Até que eles e elas se veem na situação limite, provocada por motivos distintos que, de uma forma ou de outra, os levam a assumir os riscos da transição. “Nos momentos obscuros é que surgem as reflexões mais profundas. São elas que motivam as pessoas a buscar o novo”, diz Clara. “O documentário mostra os dilemas envolvidos nesta busca, como, por exemplo, a capacidade de lidar com  a falta de um cargo, o tempo livre, a solidão e as expectativas próprias e alheias”.
        O momento para lançar a série não poderia ser mais propício. O alto índice de desemprego no Brasil e as grandes mudanças no mercado de trabalho aceleram processos de transição. Que venham novas guinadas. Espetaculares se possível, ainda que sofridas.
        Época NEGÓCIOS traz aqui a série completa de Vidas em Transição. 
        Episódio 1


        Episódio 2




        Episódio 3




        Episódio 4



        Episódio 5




        Episódio 6


        http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/03/voce-esta-pronto-para-mudar.html