terça-feira, 3 de abril de 2018

Dicas de linguagem corporal para entrevistas de emprego

Confira nossas dicas incríveis de linguagem corporal para entrevistas de emprego e aprenda a como se portar de forma correta para garantir aquela tal sonhada vaga de trabalho. Aproveite!
Olá, leitor!
Para além do seu currículo e da forma como responde às questões que lhe são colocadas, as variáveis para o sucesso em qualquer entrevista de emprego são diversas.
Mas há um componente fundamental que muitos não se atentam: a imagem transmitida pela linguagem corporal. Como você se senta diante do recrutador? Onde foca o seu olhar? Qual a sua expressão enquanto fala? Entrevistadores são treinados para interpretar os sinais transmitidos pela postura física dos candidatos.
Contudo, a influência dos sinais do corpo é garantida ainda que o avaliador não conheça tão bem o assunto, pois passamos muito sobre nossa personalidade por meio dos nossos gestos. O recrutador será impactado pela linguagem corporal do entrevistado, seja no nível consciente ou inconsciente.
A boa notícia é que é possível evitar alguns recados indesejáveis. Você nem precisa adotar uma personalidade “engessada” para tal. Basta saber o que alguns gestos e posições, normalmente representam e evitá-los na próxima vez que for entrevistado.
Sendo assim, confira nossas dicas de linguagem corporal para mandar bem na hora de fazer uma entrevista de emprego e conseguir alcançar aquela almejada vaga de emprego. Vamos lá!
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As dicas a seguir são baseadas em estudos comportamentais de especialistas em linguagem corporal, portanto, todas elas são comprovadamente verdadeiras bem como muito importantes na hora de realizar uma entrevista de emprego.
Algumas são dicas de gestos e atitudes que os candidatos à vaga de trabalho devem fazer, e outras dicas com gestos e atitudes que eles não devem fazer para não serem mal interpretados. Confira a seguir:

1 – Tenha sempre um sorriso amigável ao cumprimentar

Assim que você entra na sala, o primeiro recado que você passa está em seu rosto. Sorrir suavemente, sem exageros, para todos os presentes, passa segurança e simpatia. Pode parecer um detalhe irrelevante, mas um sorriso é fundamental para se criar um vínculo interpessoal imediato.
É claro que existem candidatos mais sérios e outros mais efusivos, mas lembre-se que, numa entrevista de emprego deve sempre fazer parte uma expressão sorridente. Demonstra otimismo e entusiasmo.

2 – Opte por cumprimentar sempre próximo

A forma como se troca um aperto de mão contém muito mais mensagens do que você imagina. É muito importante evitar o cumprimento por cima da mesa do entrevistador.
Tudo porque, essa posição fará com que você receba um aperto de mão com as palmas viradas para baixo; o que o colocará, mesmo que de maneira simbólica, numa posição inferior em relação ao entrevistador.
Para evitar essa posição incômoda, o ideal é se aproximar da mesa, dar um passo à esquerda e cumprimentar o outro com a sua mão por cima.

3 – Demonstre uma boa postura ereta

Enquanto sentado, o ideal é manter as costas eretas ou ligeiramente inclinadas na direção da pessoa com a qual se fala. Essa postura denota tanto equilíbrio quanto interesse na situação a ser tratada.
É perigoso se recostar para trás ao ouvir uma pergunta, pois isso pode demonstrar uma postura defensiva, como se você não gostasse do que está sendo falado.
Agarrar os braços da cadeira é outra postura a evitar, porque pode transmitir ansiedade, tensão e insegurança.
Manter a coluna ereta enquanto é entrevistado é o ideal. Mas como em qualquer situação, é necessária certa flexibilidade. Por isso, não permaneça demasiado rígido. Reaja com movimentos corporais discretos em alguns momentos da entrevista.
Dica: Permanecer parado pode significar falta de competência e controle. Movimente-se um pouco para enfatizar pontos importantes, demonstrar dinamismo e evitar o tédio.

4 – Seja assertivo ao fazer contato visual

O ideal é olhar para o rosto do entrevistador durante cerca de 70% do tempo, focando sempre no triângulo formado pelos olhos e pela boca, demonstrando interesse e confiança.
Embora o cuidado seja essencial para transmitir confiança, é preciso tomar cuidado com os exageros. Se você fixar exageradamente o olhar na outra pessoa, isso pode gerar desconforto e constrangimento.
Se for entrevistado por mais do que uma pessoa, tenha o cuidado de distribuir o olhar por todos dedicando-lhes a mesma atenção. Mesmo que um dos entrevistadores seja mais interventivo e coloque mais questões, é importante que não se esqueça que está sendo avaliado por todos.

5 – Se afaste das emoções faciais

Caso você costume fazer toda uma sorte de expressões, é bom frear essa tendência, quando estiver diante de um entrevistador. Não que você deva ficar com um rosto inexpressivo, como um boneco de cera. O ideal é manter uma expressão serena, confiável e neutra.

6 – Respire fundo e afaste o nervosismo

Na hora da entrevista, evite usar o celular, roer as unhas, morder a ponta de uma caneta ou brincar com colares, relógios ou pulseiras. Candidatos que não conseguem manter as mãos em repouso durante a conversa, são frequentemente percebidos como inseguros e ansiosos.

7 – Quando falar, gesticule apenas o necessário

As suas mãos não precisam ficar totalmente paradas durante a entrevista. Gestos são permitidos e até mesmo aconselhados, para acrescentar expressividade à sua fala. Mas é bom ter parcimônia.
Gesticular demais pode tirar a atenção do recrutador sobre a sua fala e transmitir uma ideia de que você é uma pessoa pouco equilibrada, muito teatral.
Mesmo que não seja pessoa de gesticular, devem-se manter as mãos visíveis e descontraídas. Seja sobre a mesa ou sobre o próprio colo, é sempre melhor do que escondê-las. Unir os dedos das duas mãos passará uma imagem de autoridade e de confiança.
8 – Relaxe os braços, cruza-los pode aparentar intimidação
Além de denotar impaciência, cruzar os braços em frente ao corpo, pode passar a impressão de que você está querendo se defender da outra pessoa. A posição é especialmente desaconselhável quando você é o foco, ou seja, quando é a sua vez de falar ou perguntar algo.

9 – Sempre que possível concorde discretamente com a cabeça

É importante fazer pequenos sinais de concordância com a cabeça enquanto ele fala. Isso demonstra interesse e facilita a conexão pessoal. Vale também tomar cuidado com o queixo. O ideal é que ele fique na posição horizontal, paralelo ao chão.
Se você ficar com a cabeça inclinada para baixo, pode transmitir cansaço ou desânimo. Manter a cabeça erguida não se trata de uma pose altiva, mas apenas de se manter com a cabeça levantada e os ombros ligeiramente para trás. É uma postura que demonstrará confiança da sua parte.

10 – Nunca coloque sua bolsa entre você e o entrevistador

Ao levar uma bolsa ou pasta para a entrevista, carregue-a sempre ao lado do corpo. O ideal é deixá-la à esquerda, para deixar a mão direita livre para apertos de mão.  Ao sentar-se, é uma péssima ideia colocar o objeto na frente do corpo, criando uma barreira entre você e o recrutador.
Isso pode transmitir a impressão de insegurança e ansiedade, pois deixa claro que está tentando se proteger e disfarçar o nervosismo.

11 – Demonstre confiança ao deixar a sala

Após o término da conversa, o ideal é arrumar os seus pertences com calma. Agindo com pressa, você pode dar a impressão de que quer “fugir” logo da situação. Em seguida, basta apenas dar um aperto de mão no entrevistador, virar-se e sair.
Se a porta estava fechada quando você entrou, é importante fechá-la ao deixar o recinto; de preferência, olhando para o entrevistador e fechando o encontro com um último sorriso.

12 – Aperte firmemente a mão do entrevistador

Não tome a iniciativa de cumprimentar, devendo aguardar que o entrevistador o faça. A melhor forma para retribuir, é com um aperto de mão firme, passando, assim, confiança a ele.

13 – Evite cruzar as pernas, mantenha os pés no chão

Tomando cuidado para não parecer imóvel, mantenha os pés no chão, paralelos. É a linguagem corporal adequada para uma entrevista de emprego, ao contrário das pernas cruzadas ou balançando.

14 – Administre positivamente seu tempo

Até a forma como se relaciona com o tempo transmite uma mensagem sobre si mesmo. Olhar para o relógio, por exemplo, é um demérito gigantesco. Não denuncie eventuais pressas ou impaciência, boicotando qualquer hipótese de sucesso para a sua entrevista.

15 – Tente manter um tom de voz controlado

O tom de voz do candidato pode transmitir entusiasmo ou desânimo. Tenha muito cuidado com a forma como apresenta o seu discurso e preocupe-se em falar devagar para ser bem entendido pelo recrutador.
Até breve!

domingo, 4 de fevereiro de 2018


Nunca diga estas frases numa entrevista de emprego

Veja o script perfeito de uma péssima entrevista de emprego



Mulher tampando a boca com a mão
Shhhh!: Veja as situações em que o silêncio vale ouro na entrevista 
(Melpomenem/Thinkstock)


São Paulo — Entrevistas de emprego materializam o ditado popular segundo o qual “o peixe morre pela boca”: até os melhores candidatos podem estragar suas chances de sucesso por causa de uma frase infeliz.
Ao longo de mais de uma década de experiência com recrutamento, Marcela Mota, gerente da consultoria Produtive, observa que os candidatos vêm com mais “discursos prontos na ponta da língua” do que no passado, mas que os deslizes estão se tornando mais frequentes por causa do momento amargo do mercado de trabalho.
“Com a dificuldade de encontrar emprego, as pessoas têm chegado mais desesperadas aos processos seletivos e muitas vezes acabam falando o que não deviam”, diz ela. Exageros, mentiras, autoelogios e até palavrões têm aparecido com mais frequência nas salas de entrevista, segundo a recrutadora.
Esses tropeços no discurso podem arranhar a imagem de um candidato ou até excluí-lo do processo seletivo, e portanto devem ser evitados. Mas a preocupação com a própria fala também não pode gerar artificialismos e criar comportamentos robóticos — que, por sua vez, também afastam oportunidades.
“O candidato precisa falar o que pensa, ser espontâneo”, afirma Guilherme Malfi, gerente da divisão de recursos humanos da consultoria Talenses. Para ele, o único critério que realmente deve balizar o discurso de um profissional na entrevista de emprego deve ser o respeito: não cabe falar de forma grosseira ou preconceituosa. “Esse é o meu único fator de exclusão”, diz o headhunter.
Ainda assim, certas frases específicas podem, sim, boicotar a sua candidatura — especialmente se acompanhadas por outros fatores não-verbais, tais como linguagem corporal, tom de voz e aquilo que Mota e Malfi descrevem como “a energia do candidato”.
Mesmo as falas mais adequadas não empolgarão o entrevistador se a pessoa estiver sentada de forma desleixada, falar com um tom de voz displicente e parecer desanimada com a vaga.

Quando o silêncio é ouro

Embora a comunicação seja um processo complexo — e tudo dependa, a rigor, do contexto em que acontece —certas frases simbolizam comportamentos considerados inadequados para as necessidades atuais do mercado de trabalho.  
A pedido de EXAME.com, os recrutadores da Produtive e da Talenses listaram algumas sentenças que valem (bem) menos do que o silêncio:
“Como me vejo daqui a cinco anos? Não tenho ideia”
Entrevistas de emprego não servem apenas para checar se você é compatível com a vaga oferecida; a ocasião também é usada para conhecer o seu nível de maturidade e interesse pela própria carreira. “Quando alguém responde que nunca pensou sobre o próprio futuro, mostra que não é protagonista de sua história, que não se conhece e não sabe o que quer”, diz Mota.
A falta de autoconhecimento também pode ser demonstrada por ambições irreais. “Daqui a cinco anos, me vejo como o CEO desta empresa” é o tipo de frase que sugere arrogância e até ingenuidade quando parte, por exemplo, de um analista sênior. “Melhor seria dizer que deseja ter sua própria equipe, e que inclusive está fazendo sessões de coaching no momento para desenvolver suas habilidades de liderança”, recomenda a gerente da Produtive.
“Meu ex-chefe era muito grosseiro”
Além de antiético, esse tipo de declaração pejorativa soa aos ouvidos do seu potencial empregador como um mau presságio: se a pessoa está maldizendo seu antigo líder, por que não faria isso no futuro com ele também?
Para Malfi, fazer críticas sobre a sua experiência anterior não é proibido. Tudo, mais uma vez, depende do tom e das palavras escolhidas. “Você pode dizer, por exemplo, que não concordava com a linha de gestão do seu antigo chefe pelos motivos x, y e z”, explica ele. “É muito diferente de dizer que ele era burro”.
“O ritmo é puxado demais? / Tem muita hora extra?”
Não há nada de errado em pedir detalhes sobre o modelo de trabalho do contratante. No entanto, na visão dos especialistas ouvidos por EXAME.com, demonstrar uma preocupação muito grande com a carga de trabalho pode cair mal numa entrevista.
“É comum ouvir candidatos perguntando se a empresa exige muito, se os funcionários costumam trabalhar até mais tarde, sobre banco de horas, férias, salário, feriado”, diz Mota. Segundo ela, esse tipo de indagação transmite que o candidato só está preocupado com sua própria comodidade, e que não está tão interessado efetivamente no trabalho que pode desempenhar naquela empresa.
“Quanto tempo passei na empresa X? Não lembro direito, deixe eu ver aqui no currículo”
Segundo Mota, muitos candidatos mostram dificuldades para relembrar detalhes da sua trajetória e acabam usando o próprio CV para “colar” na hora da entrevista.
É um tiro no pé. Frases que demonstram que o candidato não domina sua história profissional costumam levar à desclassificação. “Se ele não conhece sua própria carreira, quem é que vai conhecer?”, diz a especialista da Produtive. “É uma postura que revela despreparo e descaso pela própria vida profissional”.
“Sou mais criativo do que a média”
Pecado mortal em currículos, o autoelogio também precisa ser evitado na entrevista — especialmente se vier desacompanhado de justificativas concretas. “Dizer que você é bom, muito melhor em algo do que os outros, não diz absolutamente nada”, afirma Malfi. 
No lugar de frases vagas sobre as suas competências, é melhor contar histórias reais e específicas sobre algo que você fez.
Vale descrever algum projeto do qual você participou, por exemplo, mas nunca de forma genérica: diga exatamente qual foi a sua contribuição e que “marcas” você deixou. “Mencione resultados que a empresa não teria tido se você não estivesse lá”, recomenda o gerente da Talenses.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O aprendizado como um hábito para a vida

John Coleman
OUTUBRO 2017

Todos nascemos com uma curiosidade natural; queremos aprender. Mas as exigências da vida profissional e pessoal reduzem nosso tempo e a vontade de satisfazer esta curiosidade.
Desenvolver hábitos específicos de leitura — conscientemente estabelecidos e cultivados — pode ser uma alternativa tanto para a contínua evolução profissional quanto para uma profunda realização pessoal.


Recentemente, debrucei-me sobre as duas primeiras biografias de Teddy Roosevelt, escritas por Edmund Morris, The Rise of Theodore Roosevelt e Theodore Rex. Roosevelt tinha seus defeitos, mas era, sobretudo, fascinante e um intelectual voraz. Ele publicou seu primeiro livro, The Naval War of 1812, aos 23 anos e continuou a escrever sobre todos os assuntos, de preservação à política e biografias. Segundo Morris, dizia-se que ele lia um livro por dia e toda essa bagagem possivelmente o tornou não só carismático, como também excepcionalmente preparado para lidar com vários assuntos em sua carreira presidencial, tais como: empenho na preservação da natureza em nível nacional, expansão marítima, regulamentação do truste, e muitos outros.
Roosevelt era o que podemos chamar de “eterno aprendiz”. Aprender, para ele, tornou-se uma fonte de prazer pessoal e um caminho para o sucesso profissional. Trata-se de um hábito que muitos de nós deveríamos adquirir. O jornal The Economist, há pouco tempo destacou que, com todas as interferências da economia moderna, em especial da tecnologia, o constante desenvolvimento de habilidades é crucial para uma relevância profissional duradoura. O alto grau de instrução está geralmente associado a salários mais elevados a um baixo nível de desemprego. E, além de ser útil, aprender é agradável; é prazeroso envolver-se com um novo assunto. Ter um leque de assuntos interessantes ao conversar com amigos e colegas aumenta sua segurança. E, por fim, é gratificante entender um assunto novo e difícil.
Porém, esse tipo de aprendizado contínuo e persistente não é simplesmente uma decisão; precisa se tornar um hábito. E, para isso, é necessário dedicação.
Em primeiro lugar, desenvolver o hábito de aprender vai exigir que você destaque os resultados que deseja alcançar. Você gostaria de revitalizar suas conversas e atividade intelectual por meio da leitura de vários assuntos novos? Está tentando dominar alguma área específica? Gostaria de ter certeza de que está atualizado em um ou dois assuntos fora da sua rotina profissional? No meu caso, gosto de frequentar um grupo de leitura, que me expõe a vários tipos de assuntos e gêneros, com o objetivo de fazer uma exploração intelectual geral ao mesmo tempo em que mergulho mais profundamente em algumas áreas, como educação, política internacional e liderança. Escolher um ou dois objetivos vai permitir que você estabeleça metas alcançáveis para ter condições de cultivar o hábito.
Com base nessas escolhas determine objetivos realistas. Como muitas pessoas fazem todos os anos, estabeleço metas para mim mesmo. Estas tomam forma de objetivos que eu gostaria de alcançar ao longo do ano (por exemplo ler 24 livros em 2017) e hábitos diários ou semanais que preciso cultivar para alcançar (como ler no mínimo 20 minutos por dia, 5 vezes por semana). Para mim, metas a longo prazo estão intimamente ligadas a um planejamento. Para hábitos diários ou semanais uso um aplicativo chamado momentum, que me permite, de forma rápida e simples, inserir a conclusão das minhas atividades e, assim, monitorar meu progresso. Estas metas transformam uma ligeira vontade de melhorar o aprendizado em um conjunto real de ações.
Com as metas estabelecidas, monte um grupo de estudo. Participo de um clube de leitura que se reúne a cada dois meses e me ajuda a manter minhas metas de leitura em dia, além de deixá-las mais divertidas. De modo análogo, muitos de meus amigos escritores entram em grupos nos quais os participantes leem e editam entre si os próprios trabalhos. Para metas mais específicas, una-se a uma organização focada nos assuntos que deseja aprender — um grupo de discussão sobre política internacional que se reúne mensalmente ou um grupo que faz trabalhos em madeira e se reúne regularmente para trocar informações. Você também pode pensar em uma aula convencional ou um curso de graduação formal para se aprofundar em algum assunto e assumir o comprometimento inerente a ele. Essas comunidades aumentam o comprometimento e tornam o aprendizado mais leve.
Para focar em seus objetivos, livre-se das distrações. Aprender é agradável, mas também exige esforço. É tão bem documentado que chega até a ser truísmo, mas lidar com muitas tarefas simultaneamente e e a tecnologia (celulares, e-mail) podem tornar muito difícil ou até impossível conseguir a concentração necessária para o aprendizado eficaz. Reserve um período para aprender e evite as interrupções. Quando for ler, procure um lugar silencioso e esqueça o celular. Se você está tendo uma aula ou participando de um grupo de leitura, tome notas que o ajudem a melhorar e reter a compreensão e deixe de lado laptops, dispositivos móveis, e outras tecnologias dispersivas no carro ou na bolsa, fora de seu alcance. E, além de eliminar fisicamente as distrações, pense em treinar a mente para lidar com elas. Eu, por exemplo, tive um impacto agradável da meditação constante, que tem trazido uma melhora no meu foco intelectual, aumentado minha atenção em palestras e na leitura de livros difíceis.
Por fim, use a tecnologia para complementar o aprendizado. Ao mesmo tempo em que ela pode ser uma distração, consegue ser muito usada para contribuir com o processo de aprendizado. Cursos como os Massive Open Online Courses (MOOCs) permitem que alunos de qualquer lugar se unam em uma comunidade para que possam, juntos, aprender com as mentes mais brilhantes do mundo e uns com os outros. Podcasts, audiolivros, livros digitais e outras ferramentas possibilitam ter um livro em mãos a qualquer hora. Descobri, por exemplo, que ao usar audiolivros, no que eu chamo de “momentos em movimento” — me locomovendo ou correndo, por exemplo — consigo praticamente dobrar o número de livros lidos no ano. Bons podcasts ou cursos no iTunes U podem, da mesma maneira, proporcionar o aprendizado em qualquer lugar. É possível que a combinação dessas ferramentas com aplicativos que fazem parte de seus hábitos com a tecnologia seja um aliado essencial na rotina do aprendizado.
Todos nascemos com uma curiosidade natural; queremos aprender. Mas as exigências da vida profissional e pessoal reduzem nosso tempo e a vontade de satisfazer aquela curiosidade natural. Desenvolver hábitos específicos de leitura — conscientemente estabelecidos e cultivados — pode ser uma alternativa tanto para o contínuo desempenho profissional quanto para uma profunda realização pessoal. Talvez Roosevelt tivesse razão: uma vida inteira dedicada ao aprendizado já é, por si só, um triunfo.
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John Coleman é coautor do livro Passion & Purpose: Stories from the Best and Brightest Young Business Leaders.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Dica de Português

Parabéns atrasado ou
Parabéns atrasados?

Parabéns atrasados é a concordância nominal correta. 



Nenhum texto alternativo automático disponível.
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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Você tem inteligência emocional se exibir estas 4 habilidades

Inteligência emocional é uma competência mais complexa do que parece. Está (muito) longe de ser apenas simpatia, paciência e serenidade



Inteligência emocional: o que realmente define essa competência?

São Paulo — Um mal-entendido comum quando se fala em inteligência emocional é reduzir o significado dessa competência à facilidade para relacionamentos interpessoais. Como se bastasse ser sociável, sensível às necessidades alheias e capaz de acalmar os ânimos quando todos os demais estão nervosos.

A inteligência emocional vai muito além disso, explicam Daniel Goleman, autor de inúmeros best-sellers sobre o tema, e Richard Boyatzis, professor de psicologia da Case Western Reserve University, em artigo para o site da Harvard Business Review.

Não basta ser simpático, calmo e gentil: é preciso ter autoconhecimento, capacidade de dar feedbacks difíceis, facilidade para mediar conflitos e otimismo na hora de enfrentar adversidades, entre muitas outras características.

Ao cabo de 30 anos de estudos sobre o assunto, os especialistas chegaram a um resumo com 4 habilidades essenciais que compõem esse tipo de inteligência. “Ter uma combinação balanceada dessas capacidades específicas faz com que um líder esteja preparado para grandes desafios”, escrevem eles. São estas, descritas também no site oficial de Goleman:

1. Consciência de si mesmo
Descreve a capacidade de conhecer suas próprias emoções. Faça o teste: tente escrever numa folha de papel, com a maior quantidade possível de detalhes, o que você sentiu em um momento difícil da sua carreira. Quanto mais específicas, ricas e precisas forem as suas palavras, maior o seu autoconhecimento provavelmente é. Compreender as suas emoções mais íntimas é fundamental para usá-las ao seu favor. Ter consciência de si mesmo também significa saber quais são os seus limites e ter autoconfiança sobre os seus pontos fortes.

2. Gestão de si mesmo
Aqui estão presentes quatro habilidades: autocontrole emocional, capacidade de adaptação, orientação para os resultados e otimismo. Essas capacidades são essenciais para não se desesperar diante de situações adversas e manter o foco no trabalho, com a convicção de que tudo acabará bem. Quem tem essas competência não reage por impulso e consegue lidar mais facilmente com a mudança.

3. Consciência social
Ser dotado desta competência significa ter consciência organizacional, isto é, a aptidão de ler o estado emocional de um grupo e suas relações de poder. Outro componente deste pilar é a empatia, que descreve a capacidade de compreender os sentimentos e perspectivas das outras pessoas e colocar-se no lugar delas. Tudo isso ajuda a prever situações de conflito e se antecipar aos seus efeitos.

4. Gestão de relacionamentos
Aqui, estão incluídas as seguintes capacidades: influência, mentoria, administração de conflitos, trabalho em equipe e liderança inspiradora. Em resumo, descreve a capacidade de induzir atitudes desejáveis em outras pessoas. Pessoas com facilidade para gerir relacionamentos sabem como desenvolver seus liderados, dar feedbacks negativos, criar grupos de trabalho motivados, vencer negociações e dissolver mal-entendidos.

Descritos os pilares da inteligência emocional, fica clara a enorme distância desse conceito para a mera “simpatia”, afirmam Goleman e Boyatzis.

Imagine, por exemplo, que você tem um subordinado com uma personalidade ácida e quase agressiva.

O que um chefe simpático faria? Provavelmente conversaria com ele sempre “com jeito” e tentaria evitar conflitos a qualquer custo. Não haveria situações desconfortáveis, mas o problema continuaria latente.

Já um gestor com inteligência emocional usaria suas habilidades de autocontrole para conversar com esse funcionário sem deixar o nervosismo atrapalhar. Além disso, empregaria sua capacidade de influência e persuasão para dar um feedback negativo sobre sua postura e convencê-lo a mudar.

Você não precisa ter todas essas aptidões plenamente desenvolvidas para ser um bom líder: basta ter um pouco de cada uma, de forma equilibrada, dizem Goleman e Boyatzis.

Uma leitura atenta dos 4 pilares da inteligência emocional ajudará você a identificar quais são as suas lacunas e trabalhar para preenchê-las. Os especialistas também recomendam avaliações do tipo “360 graus”, que combinam as suas percepções sobre si mesmo com o olhar dos seus chefes, colegas e subordinados.

O olhar externo é extremamente útil para ter um quadro mais exato do seu nível de inteligência emocional, até mesmo para o pilar “Consciência de si mesmo” —  afinal, como você poderia ser autoconsciente de que não é autoconsciente?

“Busque uma dimensão das suas forças e fraquezas pedindo comentários de pessoas que trabalham com você”, recomendam Goleman e Boyatzis. “Quanto mais gente responder, mais preciso será o retrato final”.


http://exame.abril.com.br/carreira/voce-tem-inteligencia-emocional-se-exibir-estas-4-habilidades/

domingo, 30 de julho de 2017

Site oferece mais de 600 aulas de inglês grátis

Olá leitores do Canal do Ensino!
Quem deseja se aperfeiçoar no idioma inglês e aumentar o vocabulário pode contar com a ajuda do Você Aprende Agora. Um site capaz de facilitar o aprendizado da língua através de vídeo aulas. Com conteúdo diferenciado e complementar, faz com que os usuários cadastrados possam aumentar ainda mais o seu conhecimento de gramática, vocabulário inglês e compreensão auditiva.
Para quem não tem nem tempo nem dinheiro para dedicar ao ensino da língua, o site pode ser uma alternativa. Com vídeos de 3 minutos, e acesso de 618 aulas de inglês que vão do nível básico ao fluente.
curso  de inglês online é baseado na Cambridge University para que você aprenda rápido e use o inglês a seu favor em sua carreira profissional, estudos e viagens. No Você Aprende Agora, o aluno pode acessar os vídeos por uma sequência ou selecionar o tema que deseja ver, como modal verbs, prepositions e tag questions.
Todas as aulas são disponibilizadas de forma gratuita. No entanto, se o usuário quiser treinar os conhecimentos adquiridos e fazer exercícios, deve optar por um dos quatro planos de pagamento existentes no site. Os valores variam de acordo com a quantidade de exercícios que o aluno quiser contratar.
Acesse aqui as aulas de inglês grátis
Boa aula!

https://canaldoensino.com.br/blog/site-oferece-mais-de-600-aulas-de-ingles-gratis

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Como falar de uma experiência negativa durante uma entrevista?

Por mais que o selecionador dê abertura, é importante saber usar as palavras certas na hora de falar da empresa anterior


Todo candidato precisa ter cuidado com as respostas que dá, pois elas ajudam o selecionador a decifrar o seu perfil.

São inúmeros os motivos que levam um profissional a procurar novas oportunidades de trabalho: convívio improdutivo com os colegas, descontentamento com remuneração e benefícios, falta de plano de carreira, gestão ineficiente, entre outros. E na hora de fazer a entrevista, uma pergunta feita pelo recrutador que parece simples acaba se tornando uma armadilha: “Por que você saiu ou por que quer sair da empresa onde trabalha”?
Nessa hora, a ansiedade de encontrar logo uma nova oportunidade de emprego ou a falta de experiência pode levar o candidato a cometer erros graves que culminem na sua eliminação do processo seletivo.
A diretora do Outliers Careers e do Instituto Brasileiro de Coaching, Madalena Feliciano, explica que é essencial o candidato manter a postura profissional e não achar que o entrevistador, por mais legal que ele seja, é seu amigo e você pode desabafar. “Essa técnica de descontração é muito usada para fazer o candidato se soltar. O problema é quando alguns se soltam demais. Quando perguntarem por que você saiu do emprego anterior, ou porque está buscando uma nova empresa, não prolongue muito a resposta e não entre em detalhes”, orienta.
A especialista em transição de carreiras entende que todos nós já passamos por uma ou mais situações nas quais colegas de trabalhos e chefes de setor não eram tão legais assim. Mas esses são nossos problemas pessoais com eles e ninguém mais precisa saber. “Diga que houve conflito de interesses e horários ou que você está buscando novas experiências. E só”, comenta.

Cuidado com a impressão a ser deixada

Madalena pensa que duas coisas podem acontecer se você falar mal do seu antigo chefe: o empregador pode acabar entendendo mais o chefe do que você e lhe achar incapaz de realizar as atividades, ou ele vai achar que você fará o mesmo com a empresa dele quando sair. “De qualquer forma, não pega bem para o candidato, passa a imagem de uma pessoa fofoqueira e sem ética, acima de tudo”, alerta.
Ao longo do processo seletivo, a ansiedade do candidato pode não apenas comprometer o comportamento na hora da entrevista como levar o profissional a fazer escolhas erradas. Isso porque, ao querer sair da empresa atual de qualquer jeito, acabam entrando em uma empresa que possui os mesmos problemas da anterior.
“Em situações como essas, a ansiedade e a frustração não podem afetar o julgamento para a escolha de um novo emprego. Muito pelo contrário, se você já passou pela péssima experiência de trabalhar infeliz, preste bastante atenção e analise bem as empresas para as quais você está se candidatando. Pesquise!”, aconselha Madalena Feliciano.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

5 técnicas da neurociência para memorizar qualquer coisa

Não quer mais esquecer prazos, nomes, datas, informações? Confira dicas da ciência para aguçar a sua capacidade de recordar

Cérebro humano
Cérebro humano (Garpenholm/Wikimedia Commons)

São Paulo — Por mais que tenhamos a ajuda de smartphones, tablets e celulares, nenhum hardware é mais valioso para a rotina do que o cérebro.

No entanto, é justamente a memória uma das funções cognitivas mais prejudicadas pela sobrecarga de informações trazida pela tecnologia. Perdidos em um oceano de estímulos, acabamos esquecendo cada vez mais facilmente nomes, datas, prazos e informações.

O esquecimento prejudica o sucesso de qualquer profissional, mas para quem precisa memorizar conteúdos específicos, como é o caso de candidatos a concursos públicos, o preço é ainda mais alto. Saiba mais: Conheça 9 técnicas de memorização que ajudam nos estudos com a Unyleya Patrocinado 

Mas há um alento: não faltam recursos e técnicas para recuperar a capacidade de se lembrar. Se você procura conselhos nesse sentido, a neurociência pode ajudar. Confira a seguir 5 métodos inspirados por descobertas científicas para facilitar a fixação de qualquer informação:

1. Brinque de professor com um amigo

Você só vai memorizar uma informação se fizer algo de prático com ela, diz em palestra do TED o professor Peter Doolittle, da universidade Virginia Tech.

Uma das melhores maneiras de fazer isso é explicar aquele conteúdo para uma outra pessoa, como um amigo que está estudando para o mesmo concurso público que você, por exemplo. Para dar sua “aula”, você precisará organizar, filtrar e reproduzir a informação, o que facilita a memorização.

Um par de artigos publicados em 2007 nos periódicos acadêmicos Science e Intelligence traz uma possível evidência desse fato. Segundo os estudos, os filhos primogênitos em média têm QI mais alto do que os caçulas. A razão? Provavelmente porque eles passaram boa parte da infância ensinando diversas coisas para seus irmãos mais novos. 


2. Brinque de professor consigo mesmo

Não há nenhuma pessoa disponível para ouvir a sua “aula” sobre o conteúdo que precisa memorizar? Sem problemas, você pode fazer isso sozinho.

Para tornar esse exercício solitário mais estimulante, faça perguntas a si mesmo sobre o material. Especialistas em educação da Universidade de Michigan recomendam parar de vez em quando a leitura de uma apostila, por exemplo, e se questionar: “Quais são as informações principais deste trecho?”. Falar em voz alta, seja para fazer perguntas, seja para respondê-las a si mesmo, ajuda muito.

Um trabalho publicado em 2010 no “Journal of Experimental Psychology” indica que a produção oral tem impacto significativo sobre a retenção de informações. Os estudiosos fizeram o seguinte experimento. Diante de uma lista de palavras, os participantes tiveram que ler metade em voz alta e metade em silêncio.

Em seguida, tiveram que recordar o maior número possível de itens que haviam lido. Aqueles que haviam sido pronunciados foram muito mais lembrados do que os que haviam sido lidos sem a emissão de qualquer som.

3. Pegue lápis e papel

Em tempos dominados por computadores e smartphones, cada vez menos pessoas cultivam o hábito de registrar informações à mão. O antigo método, contudo, é excelente para a memorização.

Ao usar o teclado ou a tela touch de um celular, processamos a escrita de forma mais superficial do que quando desenhamos as palavras com um lápis, dizem estudiosos das universidades de Princeton e da Califórnia.  

Então, pode esquecer o Word: da próxima vez que precisar decorar alguma coisa, procure um bom pedaço de papel. Tanto faz se você vai escrever um texto corrido ou desenhar um esquema com flechas. O importante é transformar a informação a ser gravada em um registro manuscrito.

4. Pense como um pintor surrealista

Um bom método para facilitar a retenção de uma informação é visualizá-la em um contexto inusitado, engraçado ou até surreal. Para compreender isso, imagine que você precisa decorar o nome de uma pessoa que você acabou de conhecer em um evento de networking: Joana Pontes, por exemplo.

Tente imaginar esse sobrenome, Pontes, dentro do rosto de Joana, sugere o especialista em memória Chris Moulin ao site “The Mirror”: pode uma ponte entre a orelha e a boca, por exemplo, ou alguma outra imagem digna de um quadro de Salvador Dalí.

Parece loucura? Pensar como um pintor surrealista, na verdade, pode ser bastante útil. Segundo Carla Tieppo, neurocientista e professora da Santa Casa de São Paulo, quanto mais nos espantarmos com uma imagem mental, mais chances ela terá de ser absorvida pelo cérebro de forma duradoura.

5. Transforme tudo em música

Já parou para contar a quantidade de canções que você sabe de cor? Tem ideia de como as letras ficaram gravadas com tanta facilidade no seu cérebro? O segredo é a melodia por trás delas.

Não é por outro motivo que os professores de cursinho adoram criar paródias musicais para transmitir temas como a tabela periódica dos elementos químicos. Quando envolta em melodia, qualquer informação pode ser gravada mais facilmente.

Um estudo de pesquisadores norte-americanos e alemães mostrou que a criação de um padrão rítmico e melódico é um excelente auxiliar das funções cognitivas. Um experimento com portadores de esclerose múltipla sugere que o estímulo musical incrementa a “codificação profunda” durante o aprendizado verbal.

Seja para memorizar uma informação nova, seja para ser mais produtivo no trabalho, a audição de música tem efeitos surpreendentes. “Ela faz algo provavelmente único: estimula o cérebro de um modo poderoso a partir da nossa conexão emocional com ela”, resume a neuropsicóloga Catherine Loveday ao site do jornal “The Guardian”.




domingo, 25 de junho de 2017

Como fazer um Currículo Perfeito

Eu trabalho com Coaching e Recolocação e na minha assessoria a transição de carreira sempre inicio pela elaboração de Currículo. Talvez seja o passo mais difícil pra quem está em busca de uma transição, pois o assunto não é simples como parece e tem muitas informações controversas espalhadas pela internet. Um bom Currículo tem que impressionar no primeiro contato, ser claro, impecável, objetivo e traduzir clareza de raciocínio com um toque de sofisticação. Por isto, reuni em um artigo algumas dicas para elaboração de Currículo, espero que seja útil.

Dicas para Elaboração do Currículo

IDENTIFICAÇÃO
Inicie o documento com o seu nome completo centralizado, registre o seu estado civil, nacionalidade, idade, endereço completo (com rua, número e complemento), CEP, cidade, Estado, telefone residencial, celular (todos com DDD) e e-mail. Não coloque nunca número de RG, CPF, carteira profissional, título de eleitor, atestado de reservista e passaporte. Se a empresa necessitar destas informações será em um estágio mais avançado do processo seletivo.
OBJETIVO
Deixe claro o seu objetivo profissional. É importante pesquisar a respeito da vaga ou da empresa antes de definir o objetivo, pois dependendo da demanda da oportunidade ele pode ser alterado. Se você é um profissional da área Comercial pode colocar como objetivo COMERCIAL/VENDAS/NOVOS NEGÓCIOS. Trabalhe com títulos genéricos, pense nos últimos cargos para os quais se candidatou e tente utilizar as palavras mais recorrentes. Se estiver mandando o Currículo para uma vaga específica coloque o título da vaga no objetivo.
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Liste os cursos de graduação, pós-graduação e especialização, do mais recente para o mais antigo, com ano de início e de término (se você ainda não concluiu o curso, coloque a palavra “cursando” e o período em que se encontra, por exemplo: “cursando quarto ano”). Não se esqueça das certificações e do MBA, se houver. JAMAIS coloque onde fez o ensino médio ou ensino fundamental, a não ser que o empregador peça.
RESUMO DAS QUALIFICAÇÕES
Apresente uma síntese de suas competências e habilidades profissionais. Faça uma análise de suas experiências anteriores e aponte as habilidades que teve que desenvolver para realizar suas tarefas. Neste item você poderá listar de modo geral as atividades desenvolvidas ao longo de sua carreira. Comece com um parágrafo que traduz toda a sua experiência, como por exemplo:
  • Profissional com mais de 15 anos de experiência na área Comercial – Vendas Técnicas, atuando com gestão de equipes, administração com foco em resultados, análise de mercado, estratégia de vendas, responsabilizando-se por contas estratégicas.
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
Geralmente a experiência é o ponto que mais chama a atenção dos recrutadores. Resuma seu histórico profissional, não se esquecendo dos seguintes pontos:
1. As empresas nas quais trabalhou (da mais recente para a mais antiga).
2. O período em que passou em cada uma delas.
3. Seu(s) cargo(s) na organização.
4. Uma breve descrição de suas funções e responsabilidades (pode descrever com maiores detalhes os pontos apresentados no Resumo Profissional).
5. Pode-se colocar também quais foram suas principais realizações, trabalhe com fatos e dados concretos de forma objetiva.
Se você é um profissional com alguma experiência de mercado, coloque seu histórico profissional ANTES da sua formação. Caso você seja estudante ou recém-formado coloque primeiro a formação acadêmica.
IDIOMAS
Liste os idiomas nos quais você tem algum conhecimento e, principalmente, seu nível (intermediário, avançado ou fluência) em cada um deles. Se o nível for básico não vale à pena mencionar. Fique atento, pois alguns headhunters realizam parte da entrevista em um segundo idioma, principalmente o inglês. Então, só coloque fluência quando realmente for capaz de escrever, falar e entender no determinado idioma.
EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL
Caso você tenha alguma experiência de trabalho ou estudo no exterior, é hora de mencioná-la(s). Não mencione viagens de férias ou turismo. De ênfase a programas de intercâmbios e/ou estágios no exterior. Caso você tenha participado de programas internacionais pela empresa também pode mencionar. Pode colocar o ano, país, cidade ou estado e o que realizou.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Por fim, liste suas habilidades específicas, como conhecimentos de microinformática, linguagens de programação, seminários e workshops relevantes, meramente profissionais. Nunca cite cursos esportivos e atividades de lazer. Se você desenvolve alguma atividade voluntária, é hora de mencioná-la.
Dicas gerais:
SEJA PRECISO. Seu currículo deve conter, no máximo, duas páginas. Utilize processadores de textos (esqueça programas gráficos, HTML ou máquinas de escrever) e escolha uma fonte simples, sóbria. Não utilize FOTO nem figuras. Não é necessário assinar ao final do documento.
UTILIZE PALAVRAS-CHAVES. Seu currículo pode ficar armazenado em um banco de dados inteligentes, o que significa que o empregador pode selecioná-lo por determinados campos.
MENCIONE INFORMAÇÕES QUE PODEM SER COMPROVADAS. Você pode ter surpresas desagradáveis no futuro (se houver futuro para você na carreira). Não inclua experiências que não possua.
FAÇA UMA REVISÃO CUIDADOSA DO TEXTO. Corrija possíveis erros de ortografia e concordância e capriche na apresentação do Currículo, não amasse, nem rasure. Não é necessário encadernar ou colocar capa. As informações devem ser sempre atualizadas.
NÃO ESCREVA NADA SOBRE SALÁRIO. A não ser que o empregador exija saber qual é sua pretensão salarial.
NÃO COLOQUE REFERÊNCIAS PROFISSIONAIS. Se isto for necessário o empregador solicitará em um momento mais avançado do processo seletivo.
FAÇA UMA BREVE CARTA DE APRESENTAÇÃO NO CORPO DO E-MAIL. Cite sua formação, a área de atuação, o tempo total e a experiência e o idioma que domina. Coloque no título do email o cargo para o qual está se candidatando ou o objetivo do Currículo
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